quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dona Castura, Mãezona do Xodó!

Fiquei uns dias sem passar por aqui e me senti um pouco culpada!
O Brasil está passando por algumas mudanças, o povo esta acordando pra vida, correndo atras do recuperar o prejuízo desses anos todos inerte e isso me fez parar e pensar sobre a minha própria inércia.
Pensei em tudo que larguei de lado, tudo que parei pela metade, tudo que não consegui concluir por algum motivo.
A semana foi corrida, como já contei acabei de mudar de trabalho e até conseguir engrenar tenho muita coisa a aprender.
Durante essa correria, achei um tempo para tentar por a casa em ordem.
Mexendo em umas caixas com recordações que guardo há anos, me deparei com inúmeras lembranças e sentimentos que eu estava tentando esconder de mim mesma.
Essa semana completou 9 anos que minha Negrinha mais linda me deixou! Minha avó Castura foi morar em um lugar melhor e nos deixou órfãos de amor e carinho da melhor vó do universo!
Sinto tanta falta de ouvi-lá cantar pela manhã ao fazer o café e o virado de feijão (sim, ela nos dava virado de feijão no café da manhã!)!
O cheiro de maracujá do óleo corporal que ela usava parece que ainda está no ar e me pego as vezes olhando em volta como se ela tivesse acabado de passar!
Lembro nitidamente do primeiro Jogos Escolares que eu fui em Castro, machuquei o joelho e por coincidência o pai, a mãe e ela com a Daiana foram pra assistir, mas quando chegaram lá eu tava de cama, tive que ir pro hospital com o joelho estourado e ela ficou desesperada achando que eu nunca mais fosse andar... kkk... Depois quando operei o joelho e ela passou o mês todo em Tibagi ajudando a cuidar de mim... (nunca esqueço as compressas com fubá quente no inverno que me fizeram trocar a pele do joelho, kkkk)
Parece que foi ontem que eu estava morando em Jaguariaíva e ela comprava cartão de orelhão pra me ligar e saber se eu estava bem, se estava comendo direito e pra dizer que eu tinha que ser forte e aprender a viver longe de casa, pois era pra garantir o meu futuro.
Não vou me esquecer jamais do rosto dela, da lagrima correndo dos olhos dela e da mão dela apertando a minha enquanto eu cantava pra ela na beira da cama do hospital!
Mas o que vai ficar mais forte na minha memória e no meu coração são os ensinamentos e a fé daquela que era o esteio de todos nós!
Como a Senhora me faz falta Mãezona!
Morena jambo das coxas grossas... Foi dela que herdamos essa característica da perna grossa, bunda avantajada e cintura fina que eu tanto reclamava e ela rindo dizia "um dia, quando você crescer, tenho certeza que vai me agradecer!" kkkkkkk
Mãezona do Xodó: era assim que ela era conhecida por trabalhar no restaurante Xodó, nos idos de 1500! Como ela mesmo dizia kkkk!
Ria muito com as piadas que ela adorava contar enquanto cilindrava a massa do pastel "pa dizinha e po tio mir", maior puxa-saco do pai e da Adi, minha irmã mais velha que ligava p ela fazer pastel pelo menos uma vez por semana, kkkk!
Foi ela quem me entregou pra mãe quando eu raspei metade da sobrancelha...kkkkk...
Lutava com a pressão alta e a diabetes diariamente e qualquer batalha vencida era merecedora de um bolo de chocolate pra comemorar, kkkkkk!
Não havia como não se apaixonar pela minha bugrinha!
Foi embora cedo!
Ainda não acho justo você ter ido e tanta gente ruim no mundo continuar por ai com saúde só fazendo maldade!
Para D. Casturina Ribeiro todo meu amor e carinho nesse pequeno desabafo.
Foto de 1995, a única que tenho aqui em casa, quando for a casa da mãe pegarei outras!
Adri grávida da Allana, Vó, Daiana, Mãe e Euzinha!

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